A escolha faz-se pela personalidade
Foi com grande satisfação que ouvi as palavras do Professor Sobrinho Simões, mandatário distrital da candidatura de Mário Soares à presidência da República.
No seu discurso referiu-se à inexistência de um motivo de força maior a determinar a escolha dos portugueses nestas eleições. Sinal que a democracia está madura e que, para lá de escolhas providenciais, se escolhem caminhos, igualmente válidos mas profundamente diferentes.
Temos então de fazer uma escolha sobre o Portugal que queremos e quem é a pessoa certa para o representar:
Se nos sentirmos bem com esta depressão continuada e com a obcessão pelo défice. Se nos sentimos confortáveis sob o jugo de um líder autoritário e pouco comunicativo. Se a imagem que queremos projectar de Portugal é a de um país tacanho, de vistas curtas e para quem o mundo acaba em Valença, então a escolha é clara e terá de ir para o candidato "apartidário" e "apolítico" da direita.
Se, no entanto, a escolha recair sobre um Portugal voltado para as pessoas, com uma preocupação social, com uma liderança informal e comunicativa. Se o Portugal ambicionado for cosmopolita e irreverente, se for um país de lutadores então teremos de escolher Soares.
Devo dizer-vos que a questão da sua idade, para mim, não é um defeito, mas um exemplo que eu próprio quero seguir. O exemplo de termos de viver e participar activamente até ao limite das nossas forças, de tentar, ainda que não seja para nosso usufruto, melhorar o país.
É por isso que Soares é já um vencedor. Pela sua coragem, entrega e generosidade. Ao cartaz da candidatura de Cavaco eu faria um acrescento: Portugal precisa de si, Mário!
No seu discurso referiu-se à inexistência de um motivo de força maior a determinar a escolha dos portugueses nestas eleições. Sinal que a democracia está madura e que, para lá de escolhas providenciais, se escolhem caminhos, igualmente válidos mas profundamente diferentes.
Temos então de fazer uma escolha sobre o Portugal que queremos e quem é a pessoa certa para o representar:
Se nos sentirmos bem com esta depressão continuada e com a obcessão pelo défice. Se nos sentimos confortáveis sob o jugo de um líder autoritário e pouco comunicativo. Se a imagem que queremos projectar de Portugal é a de um país tacanho, de vistas curtas e para quem o mundo acaba em Valença, então a escolha é clara e terá de ir para o candidato "apartidário" e "apolítico" da direita.
Se, no entanto, a escolha recair sobre um Portugal voltado para as pessoas, com uma preocupação social, com uma liderança informal e comunicativa. Se o Portugal ambicionado for cosmopolita e irreverente, se for um país de lutadores então teremos de escolher Soares.
Devo dizer-vos que a questão da sua idade, para mim, não é um defeito, mas um exemplo que eu próprio quero seguir. O exemplo de termos de viver e participar activamente até ao limite das nossas forças, de tentar, ainda que não seja para nosso usufruto, melhorar o país.
É por isso que Soares é já um vencedor. Pela sua coragem, entrega e generosidade. Ao cartaz da candidatura de Cavaco eu faria um acrescento: Portugal precisa de si, Mário!


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